sábado, 25 de julho de 2009

PERGUNTAS DE UMA VIDA INDIFERENTE A DEUS


"O filho honrará o pai, e o servo, ao seu senhor; e, se eu sou Pai, onde está a minha honra? E, se eu sou Senhor, onde está o meu temor?-Diz o Senhor dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome e dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome?" Ml 1.6
INTRODUÇÃO
O livro de Malaquias, no Antigo Testamento, é considerado o último livro dos profetas menores. O profeta Malaquias profetizou cerca de cem anos após os primeiros exilados terem voltado do cativeiro. Sua mensagem é desafiadora, ou seja; este é um livro que “denuncia os pecados do povo no período pós-exilico, isto é, que voltou do cativeiro Babilônico”.
Certamente o grande propósito deste profeta, foi o de restaurar a comunhão dos judeus com o Senhor, embora, Malaquias, não estar em posição de despertar o entusiasmo, acerca da construção, de algum símbolo visual da presença divina entre o povo, como estiveram aqueles dois profetas (Ageu e Zacarias), ainda assim, ele foi capaz de apontar, de dedo em riste, para o centro da “enfermidade espiritual” que havia afetado os habitantes da Judéia.
Os próprios, que de inicio, mostraram zelo e temor referente a restauração de Jerusalém, e principalmente, no que dizia respeito a vida espiritual, agora estão “indiferentes”.
O que é viver indiferente? Esta palavra significa: “que não desperta interesse”; “frio”; “desprezo”; “insensível”, etc.

I – EM QUE NOS AMASTE? (Ml 1.2)
“... eu vos amei, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos amaste?(Ml 1.2)
Moisés havia dito: “O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos, mas porque o Senhor vos amava”(Dt 7.7-8).
Porém, Moisés deixou-lhes um detalhe: “Saberás, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos”(Dt 7.9).
O que Moisés estava afirmando era: que Deus é fiel, e que mantém de pé as promessas que faz, e que dedica amor constante àqueles que dedicam amor a Ele. Esta explicita a vontade divina no sentido da escolha de Deus (Rm 9.13-15).

II – EM QUE DESPREZAMOS NÓS O TEU NOME? (Ml 1.6)
Infelizmente, os maiores infratores da lei mosaica naquela época eram os próprios sacerdotes. Eles rejeitaram com seus atos a missão exaltada como sacerdotes.
Respeitar é: honrar, venerar, observar, cumprir. Respeito é um sentimento que nos impede de fazer ou dizer coisas desagradáveis a alguém.
Os sacerdotes não fizeram caso da responsabilidade que tinham em oferecer ao Senhor sacrifícios de animais sem defeito (Ml 1.8). Pelo contrário, fizeram ofertas poluídas, e sem duvida guardavam para seu próprio uso os melhores animais.
Além de não fazerem caso (desprezo), também profanavam, ou seja: os sacerdotes, não em palavras, mas em ações, estavam dizendo: “a mesa do Senhor é desprezível”. Eles agiam como se Deus não existisse, promovendo suas profanações e blasfêmias. (Ml 1.11)
Portanto, não desprezemos ao Senhor. Não profanemos o culto. O Senhor requer de nós um culto puro e sincero (Rm 12.1; Hb 13.15-17). Tem crente que não vem ao templo para cultuar, mas para provocar, insultar a Deus com suas ações.
Preste atenção no que o Senhor diz: (Ml 1.13 e 14).

III – EM QUE TE ENFADAMOS? (Ml 2.11-14, 17)
Eles haviam abandonado suas mulheres, sendo desleais ao seu compromisso e casou-se com mulheres pagãs. Estavam tão indiferentes que molhavam o altar de lágrimas porque o Senhor não lhes dava mais atenção as suas ofertas e não recebiam mais as suas bênçãos.
E ficavam questionando: PORQUE, QUE Deus NÃO RESPONDE? – e Deus responde: “Eu vi a traição que vocês cometeram, abandonando suas esposas, que foram fiéis por tanto tempo!”
ELES reclamaram tanto que cansaram o Senhor com suas palavras e ainda perguntavam: “em que o enfadamos?”
O Senhor lhes diz: Vocês afirmam que o mal é bem, que o errado é certo, que a mentira é verdade, e que isso agrada ao Senhor. Vão mais longe dizendo que o Senhor nunca os castigará que o Senhor não se importa!
O Senhor está bradando: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce amargo! (Is 5.20).

IV – EM QUE HAVEMOS DE TORNAR? (Ml 3.7)
Esta pergunta nos faz lembrar do brado do profeta Isaias: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno , os seus pensamentos e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”(Is 55.7)
Era esta a oportunidade que Deus dava a seu povo. O senhor declarou: “Desde os dias de vossos pais, vos desviastes...”
Eles zombavam do Senhor com esta atitude. Mas eis aí a porta aberta. Eis a oportunidade de Deus: “Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor”
Ainda está em tempo de voltarem para mim... Voltam e eu os perdoarei! Buscai ao Senhor enquanto se pode achar (Tg 4.10).

V – EM QUE TE ROUBAMOS? (Ml 3.9)
“Nenhum homem jamais perdeu coisa alguma servindo a Deus com todo coração, e nenhum homem ganhou nada servindo a si mesmo com todo coração”
Eles roubavam ao Senhor nos dízimos e nas ofertas. Retinham para si enquanto a casa do Senhor sofria e a maldição vinha sobre eles.
IMPORTANTE: Um judeu fiel e devoto dava quatro tipos de dízimos:
• DIZIMO PARA SUSTENTO DOS SACERDOTES E LEVITAS – era chamado “dizimo do santuário” (Lv27.30-32;Nm 18.21,24)
• DIZIMO DOS FESTIVAIS SAGRADOS NACIONAIS – era um dizimo para custeio dos festivais sagrados nacionais, observados principalmente em Jerusalém. Era um dizimo constituído de bens comestíveis (Dt 14.5-6,11,17-18; 14.22-27)
• DIZIMO PARA OS POBRES, VIUVAS, ORFAOS, ESTRANGEIROS – era um dizimo para assistência social. Era usufruído onde era possível (Dt 14,24-26)
• DIZIMO DO DIZIMOS – era pago pelos levitas para o sustento dos sacerdotes do Senhor (Nm 18.25-28; NE 10.38)
Uma coisa é certa: “Se o homem paga seus débitos a Deus, o poder do alto cuida dele na hora da necessidade”
É o que Deus estava lhes dizendo:
“Tragam todos os dízimos, aos depósitos do templo, para haver alimento suficiente em minha casa. Se fizerem isso, abrirei as janelas do céu e derramarei uma benção tão grande que não terão lugar onde guardá-la. EXPERIMENTEM! Dêem-me uma oportunidade de provar que isso é verdade!”(Ml 3.10).

VI – QUE TEMOS FALADO CONTRA TI? (Ml 3.13)
“as vossas palavras foram agressivas para mim. Diz o Senhor”
“Vós dizeis: Inútil é servir a Deus; que nos aproveitou termos cuidado em guardar os seus preceitos e em andar de luto diante do Senhor dos Exércitos? (Ml 3.14).
A questão deles era: “O que o homem ganha em servir ao Senhor?
Eram homens cínicos e levianos. Eram “infiéis” e queriam a recompensa devida aos “fiéis”. Foram “pecadores”, mas quiseram os benefícios de um “justo”.
Sua adoração, se é que tinham, era “oca”. Seu serviço era “vazio”. Sua espiritualidade era “inútil”, não produzindo nenhum resultado notável.
Eles olhavam para os soberbos e diziam: eles prosperam em suas maldades. Esses homens desafiaram a Deus e ganharam! Para eles, Deus estava “indiferente” enquanto eles não enxergavam que os próprios viviam indiferentes a Deus.
EIS A PROMESSA!
A promessa traz conforto ao coração dos que estão oprimidos: haverá uma ocasião em que a luz do dia perfeito brilhará!
Esta promessa é para os que temem, para os que honram ao Senhor. Infelizmente é para a minoria por que: “Cada qual apregoa a sua bondade, mas o homem fiel que o achará”(PV 20.6).
O Senhor promete em (Ml 3.16) que conservará no céu um “registro permanente”, “um memorial escrito” diante dele, para os que temem ao Senhor e para os que se lembram do seu nome!

Edson Luís Lunardelli, pastor